Psicologia

“Algo recentemente (1966) surgiu, nos Estados Unidos, a quarta força em Psicologia, que é a Transpessoal, ampliando o campo de investigação além do Behaviorismo, da Psicaná­lise e da Psicologia Humanista, fornecendo mais amplos es­clarecimentos sobre o homem integral…

Os seus pioneiros vieram dos quadros da Psicologia Hu­manista, facultando a introdução de alguns ensinamentos e experiências orientais, graças aos quais abrem espaços para uma visão espiritualista do ser humano em maior profundi­dade.

O Espiritismo, por sua vez, sintetizando diversas corren­tes de pensamento psicológico e estudando o homem na sua condição de Espírito eterno, apresenta a proposta de um comportamento filosófico idealista, imortalista, auxiliando-o na equação dos seus problemas, sem violência e com base na reencarnação, apontando-lhe os rumos felizes que deve se­guir.”

Joana de Angelis (1)

“As explicações junguianas amplas, procurando enfeixar nos arquétipos todas as ocorrências da pa­ranormalidade, deixaram espaços para reformulações de conceitos e especulações que se libertam dos mo­delos e paradigmas acadêmicos, atendendo com mais cuidado, e observações menos ortodoxas, os acontecimentos desprezados, por considerados pa­tológicos ou fraudulentos.

Vez que outra, surgiram ensaios e tentativas de ampliação de conteúdos, como efeito das experiên­cias de Rhine, Wilber, Grof, Kübler Ross, Moody Jr., Maslow, Walsh, Vaughan, Assagioli, Capra e outros corajosos pioneiros, que se preocuparam em ir além dos padrões estabelecidos, penetrando a sonda da investigação no inconsciente e concluindo por novas realidades, antes execradas, lentamente acumulando dados capazes de suportar refutação, critica e des­prezo.

Era necessário revisar o potencial humano em toda a sua complexidade, sem preconceitos nem re­ceios”.

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“Os avanços da Física Qüântica, a Relatividade do Tempo e do Espaço, a Teoria da Incerteza, abriram perspectivas psicológicas dantes sequer sonhadas, tendo-se em vista o conceito do vir-a-ser”.

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“A grandiosa contribuição do pensamento orien­tal, de Buda a Vivekananda, a Ramakrishna e outros, dos taoístas tibetanos aos físicos nucleares, enseja a revisão dos parâmetros aceitos, bem como dos mode­los estabelecidos, propondo a identificação de fórmu­las com aparência diversa, no entanto, que se harmo­nizam, unindo as duas culturas — a do passado e a do presente — em uma síntese perfeita, em favor de um homem e de uma mulher holísticos, completos, ao re­vés de examinados em partes.

Esse concurso que se vinha insinuando multisse­cularmente, logrou impor-se através das terapias li­beradoras de conflitos, tais a meditação, a respira­ção, a oração, a magnetização da água, a bioenergia, os exercícios da tai-chi-chuan, o controle mental de inegáveis resultados nas mais variadas áreas do com­portamento, do inter-relacionamento pessoal, da saú­de…

Os diques erguidos pela intolerância romperam-se ante as novas conquistas, e as técnicas regressi­vas da memória, com exclusiva definição terapêutica, o uso de algumas drogas psicodélicas como o ácido lisérgico, a hipnose, demonstraram que muitos fato­res psicopatogênicos são anteriores à concepção do ser, eliminando a predominância genética na condi­ção de desencadeadora de psicoses, neuroses, confli­tos e tormentos degeneradores da personalidade…”

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“O  novo modelo e paradigma transpessoal, por­tanto, estrutura-se na sabedoria do oriente e nas mo­dernas experiências do ocidente, compondo o ho­mem, o ser interior: espírito, perispírito e matéria, con­forme a proposta kardequiana, embora a nomencla­tura diferenciada que vem sendo adotada pelos psi­cólogos e terapeutas transpessoais”.

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“Estudos acurados dos hemisférios cerebrais con­cluíram que o esquerdo é responsável pela razão e ló­gica, pelas funções verbais, pela globalização, enquan­to o direito se encarrega do comportamento místico, indutivo, intuitivo, orientação espacial… Como conse­qüência, estabeleceu-se que, nos ocidentais, o hemis­fério esquerdo é mais desenvolvido do que o direito, esse mais usado pelos orientais e, por isso mesmo, portador de mais amplos recursos.

Por outro lado, graças aos estudos e observações de alguns neuropsiquiatras, constatou-se que todo o cérebro é detector da memória, necessitando de ser devassado para melhor compreender-se os múltiplos fenômenos paranormais de que se faz instrumento, ora inconscientemente, noutras ocasi­ões mediante induções, concentrações e contribui­ções conscientes.

A Psicologia Transpessoal e a Parapsicologia, unin­do-se para interpretar os estados alterados de cons­ciência, eliminando a esdrúxula e tradicional explica­ção de que são fenômenos patológicos, aproximam-se da realidade do Espírito, que é indissociável de todo acontecimento físico e psíquico”.

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“O Espírito é a base da Psicologia Transpessoal, conforme demonstra a Ciência Espírita, em inumerá­veis experiências mediúnicas.

Essa visão nova explica os desarranjos compor­tamentais, as diferenças de coeficiente intelectual, os estados patológicos variados, ao mesmo tempo enriquecendo as psicoterapias com arsenal de in­formações libertadoras, hauridas no estudo das obsessões, das reencarnações e dos desconsertos mediúnicos”.

Joana de Angelis (2)

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