Autoaceitação

12 06 2010

Não é possível reformar-se sem a aceitação completa de quem somos,  com todas as nossas qualidades e imperfeições.

O ponto básico para a transformação interior é aceitar a própria humanidade. Ser “humano”,  é ser inteiro,  integrar internamente todos os aspectos rejeitados por nós.

Aceitar as imperfeições não é se tornar conivente ou leniente, é antes de tudo reconhecê-las,  aceitá-las como  partes nossas e só assim, transformá-las.

Aceitar que temos imperfeições nos leva muitas vezes a culpa, auto-recriminação e autopunição. Levando em consideração que as imperfeições ainda fazem parte da realidade humana, não há porque culpar-nos como se fossemos os únicos que as tivéssemos.

Potencialmente temos em nós germens de todas as imperfeições e todas as qualidades.

Aceitar-se humano é aceitar não ser especial ou diferente do restante da humanidade.

No fundo, não aceitar a própria humanidade é querer estar acima do comum, é se achar em algum nível melhor ou mais evoluido espiritualmente.

Aceitar nossas imperfeições não é motivo de tristeza, mas de alívio, só dessa forma, podemos abrir mão da exigência de uma perfeição ainda inalcançável.

Só dessa forma, podemos alcançar a verdadeira alegria, que é ser quem realmente podemos ser nesse exato momento, estando aberto para melhorar sempre para expressarmos nossa luz interior.