Ciclo de Palestra sobre Autodescobrimento

13 06 2010

Ciclo de Palestras sobre Autodescobrimento

Comunhão Espírita de Brasília – segundo sábado do mês às 19:00h

Transmitida pela TVCEI ao vivo

Palestrante: Flávio Vervloet – Médico

1ª palestra – Reforma Íntima Sem Martírio

2ª palestra – A Ilusão Humana e a nossa verdadeira natureza

3ª palestra – Estrutura da personalidade e o Tirano interior

4ª palestra – Reforma Íntima – Ética de Transfomação

5ª palestra – Escapes e distorções do perfeccionismo

6ª palestra – Persona – Máscaras

7ª palestra – Autoimagem

8ª palestra – Ego

9ª palestra – A Criança Interior

10ª palestra – A Criança Interior II

11ª palestra – A Sombra Interior





Práticas – Tirano interior

13 06 2010

(Referente a 3ª palestra)

Pseudo consciência, Tirano interno ou Critico Interior

Todos nós temos em nosso íntimo o que Freud chamou de superego (Clique na palavra para ver conceito)

Pare uns intantes e usando as referências abaixo, defina o seu próprio tirano interior, são três os aspectos básicos:

Tirania interior

  • Auto-recriminação, Autoperseguição, Autocrítica, Autocensura, Autoflagelação, Autodestruição, Crueldade consigo mesmo, Autopunição, Opressão, Remoer os erros, Boicotes, Culpa

Rigidez

  • Inflexibilidade, Dureza, Severidade, Rigor, Absolutismo, Radicalismo, Fundamentalismo, Fanatismo

Automatismo

  • Automatismo, Alienação, Atuar como fantoche, Ficar prisioneiro de si mesmo

Como esse tirano se parece? De um nome para ele, ele não é um espirito ou uma vida anterior, é apenas uma parte sua. Procure se acostumar com ele e se dar conta que ele te acompanha há muito tempo, provavelmete parte dele venha inclusive de outras vidas, de experiências pretéritas e conclusões distorcidas a seu respeito.

Lembre-se sempre somos filhos da Luz, filhos de Deus e somos por ele amados incondicionalmente, mesmo com todas as nossas falhas e imperfeições, pois “Deus” é puro amor, e o amor é uma energia unificadora, portanto aceita todas nossas partes.

Uma das melhores formas de abrandarmos esse nosso aspecto, está na aceitação do que somos aqui e agora. A autoaceitação é condição básica para estarmos bem conosco mesmo.

Use sempre o recurso da prece e peça a espiritualidade que interceda aliviando sua autoexigência.





Desfazendo-se de algumas ilusões

13 06 2010

Uma das maiores causa de nossas dores são algumas de nossas ilusões. Uma das piores é a de querermos o mundo, o outro e a si mesmo perfeitos.

Para diminuirmos nossas dores, sofrimentos é imperioso aceitar as próprias imperfeições, as dos outros e as do mundo. Essa é a nossa realidade, a realidade que nos cabe na nossa condição evolutiva e estado de alma.

É necessário aceitar a dor como parte natural de nossa vida, aprender com ela e superarmos a necessidade específica de aprendizado que ela nos sucita.

Uma ilusão muito comum é a de querer o melhor da vida sem pagar o preço do autoenfrentamento, crescimento e amadurecimento espiritual.





Processo de mudança

13 06 2010

Para o processo de transformação interior é necessário estar atento a alguns pontos:

  • O processo de transformação interior não é instantâneo,  é progressivo, seqüencial e muitas vezes demorado. (13)
  • Reforma íntima é a habilidade de lidar com as características da personalidade melhorando os traços que compõem suas formas de manifestação, é transpor os interesses pessoais e o personalismo e tem como meta esvaziar-se de si. (13)
  • A vontade é uma grande auxiliar, mas não é o suficiente para mudar muitas de nossas imperfeições.
  • Todo processo de transformação necessita de ser precedido de um trabalho extensivo de autoconhecimento. Não transformamos o que não conhecemos.
  • Não se transforma quem não se aceita primeiro como é.
  • A pressa atrapalha mais que ajuda nessa caminhada.
  • Reforma íntima é para pessoas fortes e que tem coragem para se enfrentar.
  • É necessário ter saúde ou pelo menos cuidar bem do corpo e da mente para se transformar.
  • A perseverança, insistência, determinação e alguma disciplina são necessárias.
  • Ninguém consegue fazer esse trabalho sozinho, precisamos sempre do incurso e assistência dos nossos espíritos protetores, dos espíritos de luz e sobretudo da intercessão do Cristo em nossas práticas.
  • A doutrina espírita é um tratado de crescimento integral, precisamos nos valer dos seus ensinamentos.
  • Um termômetro seguro de transformação – “Quem se renova alcança a maior conquista das pessoas livres e felizes: o prazer de viver”. Ermance Dufaux (13)
  • O processo de crescimento gera alguma dor. As dores do crescimento, no entanto, são diferentes das dores do martírio. (13)
  • Sofrimento não é sinônimo de crescimento , resgate ou quitação de divida, a autopunição não é instrumento de libertação. Somente a dor que educa liberta, não é a intensidade da dor que educa e sim o esforço de aprender amenizá-las. (13)
  • Reforma íntima é a melhoria de nós mesmos e não anulação de uma parte de nós considerada ruim. É uma proposta de aperfeiçoamento gradativo cujo objetivo maior é a nossa felicidade. (13)
  • Nossa realidade espiritual é de luz. O que evolui e se transforma, são nossas distorções dessa luz.
  • Deus não está distante, mas dentro de nós. Somos expressões “Dele”. Somos filhos de Deus, filhos da Luz
  • Sintonizamos e acessaremos melhor a nossa luz à medida que transformamos nossas distorções e nos desapegamos das ilusões.
  • Nosso valor já existe no simples fato de sermos criaturas da Divindade, não é dado somente pelo merecimento. Somos humanos, imperfeitos, falhos, mas mesmo assim amados por Deus.
  • O estudo edificante, a oração e a caridade são as forças transformadoras e necessárias para a mudança, mas o material a ser transformado são as nossas distorções.

*Ver fontes referentes às citações em “Indicação de livros” .





Práticas – Perfeccionismo

13 06 2010

(Referente a 5ª palestra)

Nossa autoexigência e  perfeccionismo, distorce os conceitos espíritas. Qual desses conceitos você percebe que distorce?

Distorção de conceitos

  • Orai e Vigiai a partir da luz interna ≠ Orai e Vigiai a partir do Tirano interior
  • Caridade ≠ Paternalismo e Salvadorismo
  • Reta conduta ≠ Rigidez
  • “Instrui-vos”  ≠ Racionalização (mecanismo de defesa do ego)
  • Reforma Íntima ≠ Contenção e repressão (mecanismo de defesa do ego)
  • Renuncia ≠ Desistência e abandono de si mesmo
  • Sublimação espiritual ≠ Negação (mecanismo de defesa do ego)
  • Auto-responsabilidade ≠ Culpabilização
  • Ser bom ≠ Ser “bonzinho” e submissão
  • Entrega  ≠  Negligência e dependência
  • Firmeza ≠ Dureza e insensibilidade
  • Serenidade ≠ Alienação
  • Conhecimento ≠ Arrogância mental
  • Perseverança ≠ Teimosia

Uma vez definindo a distorção pergunte-se? Como aprendi a ser assim, de onde provém essa distorção?

Encontrar uma distorção pessoal não significa estar errado, significa estar equivocado. Aprendemos muitas de nossas crenças distorcidas, não só nessa vida, mas em muitas outras. E são frutos de conclusões generalizadas e imaturas a partir de experiências ruins e dolorosas.

Não ajuda nos criticarmos por nossos equívocos, precisamos sim corrigi-los e isso às vezes leva muito tempo. Não se trata apenas de uma compreensão equivocada e sim de uma crença, e  estão atreladas as nossas experiências e emoções associadas.





Autoaceitação

12 06 2010

Não é possível reformar-se sem a aceitação completa de quem somos,  com todas as nossas qualidades e imperfeições.

O ponto básico para a transformação interior é aceitar a própria humanidade. Ser “humano”,  é ser inteiro,  integrar internamente todos os aspectos rejeitados por nós.

Aceitar as imperfeições não é se tornar conivente ou leniente, é antes de tudo reconhecê-las,  aceitá-las como  partes nossas e só assim, transformá-las.

Aceitar que temos imperfeições nos leva muitas vezes a culpa, auto-recriminação e autopunição. Levando em consideração que as imperfeições ainda fazem parte da realidade humana, não há porque culpar-nos como se fossemos os únicos que as tivéssemos.

Potencialmente temos em nós germens de todas as imperfeições e todas as qualidades.

Aceitar-se humano é aceitar não ser especial ou diferente do restante da humanidade.

No fundo, não aceitar a própria humanidade é querer estar acima do comum, é se achar em algum nível melhor ou mais evoluido espiritualmente.

Aceitar nossas imperfeições não é motivo de tristeza, mas de alívio, só dessa forma, podemos abrir mão da exigência de uma perfeição ainda inalcançável.

Só dessa forma, podemos alcançar a verdadeira alegria, que é ser quem realmente podemos ser nesse exato momento, estando aberto para melhorar sempre para expressarmos nossa luz interior.





Fortalecendo-se

20 05 2010

A jornada da autoconhecimento e transformação interior requer alguns cuidados.

Imagine-se fazendo uma grande viagem, podemos fazer de muitas formas e provavelmente todas podem ser validas, mas nem sempre dão o mesmo resultado. Podemos pender para um excesso de zelo e cuidado no intuito de que chegarmos ao destino, mas a jornada não é chegar só ao destino, ela é muito mais que isto, é todo o processo da caminhada que se for superficial chegaremos a algum lugar, mas com certeza não a um lugar em que nossa alma aspira. Podemos também pendemos para o excesso de confiança e improvisação no intuito de aproveitarmos o máximo de cada experiência e de cada passo na jornada, mas podemos nos perder sem algumas referências necessárias e irmos parar em outro destino, diferente do que também nossa alma aspira.

Neste sentido precisamos também de um meio termo, termos alguns cuidados e darmos espaço também para alguma improvisação.

Fortalecer-se pode ser um cuidado. A jornada da autodescoberta necessita de força e estrutura, um corpo forte e saudável (dentro do possível), um ego bem estruturado, um equilíbrio energético e maturidade emocional.

Se desprezamos o corpo podemos ficar no meio do caminho e pagaremos um preço indigesto, se negamos o ego arriscamos nossa higidez mental e arriscamos a nos perder, se não nos cuidamos energeticamente não iremos muito longe, e por fim se negligenciamos as nossas emoções seremos consumidos pelas tormentas da jornada.

Nesta jornada precisamos dos pés firmes no chão, o corpo erguido, o olhar seguro e atento, os sentidos nas paisagens e o coração e mente voltados para o anseio da alma.