Práticas – Sobre o Ego

15 08 2010

(Referente à 8ª palestra)

(Faça os exercícios sempre que possível por escrito em um caderno dedicado a esse fim)

É necessário desenvolvermos um ego forte para estarmos em condição de uma entrega espiritual à vontade de Deus.

Desenvolver o ego para então abrir mão dele. Abrir mão da nossa identificação com essa parte do nosso ser.

O espírito tem que ser senhor do ego e este tem que estar a seu serviço.

1 – Em que áreas de sua vida predominam o ego excessivo, o ego  enfraquecido e o ego saudável?  Divida por áreas da vida:

  1. Parceria – Relacionamento afetivo
  2. Família
  3. Social – Relações interpessoais
  4. Profissional- Carreira
  5. Trabalho
  6. Financeiro
  7. Espirituais- práticas
  8. Cuidados de pessoais (Aparência e Saúde)

Ego enfraquecido – Área em que frequentemente abre mão do que deseja, que deixa de lado e não se empenha,  que não persiste, que deixa para ultima hora ou para depois , que desiste e não luta, que não elabora metas e se o faz, não luta por elas.

Ego excessivo – Área que atua frequentemente de forma  obstinada, exagerada,   gera tensão e estresse,  busca um controle excessivo que tende a ser competitivo,  disputa  poder, com frequência entra em  conflitos.

Ego saudável – Área que flue bem na vida,  não gera sofrimento para nós em nem para os outros e via de regra, não costuma gerar prejuízos. É uma área funcional.

2 – Levando em consideração que o ego excessivo e o ego enfraquecido são expressões e compensações do subdesenvolvimento do ego e que no lugar em que estes aspectos atuam há um lado que não quer crescer, responda:

O que você não quer abrir mão? Perfeição, poder ou prazer absoluto?

O que eu aparentemente ganho em ficar nesse lugar que não quer crescer?

3 – Pergunte-se e liste  no caderno.

Que partes minhas  não querem crescer?

Em que áreas não quero fazer esforços e não quero pagar o preço?

Quais áreas que quero que todos meus direitos sejam satisfeitos sem cumprir meus deveres?

Quais  os prejuízos que tenho por  não desenvolver esses aspectos?

Quais são as minhas perdas?

Qual dano que provoco em mim e para as pessoas que amo?

4 – Em relação ao uso excessivo do ego  e sua identificação com ele, perceba  qual desses aspectos são comuns em você: controle, competitividade, disputa de poder, obstinação, conflitos, tensão, estresse, divisão, necessidade de estar certo, com razão, ganhar, ter vantagem, estar na frente, ser o melhor.

Perceba os ganhos que tem com as atividades de seu ego, perceba as conquistas e realizações que teve na vida a partir de sua atuação na vida, quer na vida prática, na vida social, na vida profissional, na vida religiosa, liste todas no caderno.

Depois disso se dê conta de todos os prejuízos que teve em sua vida pelo seu excesso de atuação do ego. Todas as dores que gerou em você e nas pessoas que ama, liste todas no caderno.

5 – Observe suas relações nas várias áreas de sua vida, principalmente (parceria, familiares, no trabalho e social). Perceba sua competitividade, quer material, social e financeira e principalmente a de pensamentos. Observe como  defende suas idéias, pensamentos, atitudes e comportamentos, como deseja que sua opinião prevaleça. Com quem você mais compete? Se dê conta de como isto traz tensão e desgaste pessoal e da relação.

6 – Busque o que é mais importante para você na vida. Com o que mais se identifica. Uma vez encontrado, entenda que apesar de se tratar de algo tão significativo, você criou um apego a este aspecto, a tal ponto que se tornou uma segunda natureza  e algo que lhe dá sentido de vida. É onde você apóia a identidade do seu ego; este mesmo local que nos dá sustentação e segurança, também impede nosso livre fluir da vida e o contato autêntico com nosso eu verdadeiro e tudo que ele pode nos proporcionar: felicidade, bem aventurança, liberdade ilimitada, plenitude e realização infinita de potenciais internos. Somos muito mais que todo as  coisas que conquistamos. Procure imaginar como seria se deslocássemos nosso centro desse ponto de apego. Como seria nossa vida? Será que não há inúmeras outras áreas na vida para ser desenvolvidas? Se toda nossa vida ficar restrita a um só ponto, o que aconteceria se nós o perdêssemos? Ex. Saída dos filhos de casa, aposentadoria, perda do emprego, de um ente querido, alterações de peso, doenças, velhice, rompimento afetivo, gravidez de uma filha adolescente, drogadição e alcoolismo, perdas matérias e muitas outras situações desafiadoras.

7 – Qual é a relação de seu ego com o outro, com a espiritualidade e com Deus?

Onipotência – Não aceita ajuda, confunde auto-suficiência com independência, tem que dar conta de tudo, só confia em si mesmo, é centralizador, pede ajuda não esperando a resposta, tem a sensação que só pode contar consigo mesmo.

Dependência – Quer sempre ajuda,  que as pessoas façam para ele(a), usa as pessoas como escudo para não ter que enfrentar as situações da vida, tendem a achar que não vão dar conta, não confiam em si mesmo(a)

8 – Faça uma prece, entre em estado de relaxamento ou meditativo e afirme para si mesmo:

“Eu sou senhor do meu ego, ele está ao meu serviço. Sou um ser espiritual”.

“Eu me entrego a vontade divina e deixo a minha vida fluir”

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Práticas – Autoimagem

11 07 2010

(Referente a 7ª palestra)

Lembre-se que a nossa auto-imagem foi construída como pseudo solução para garantirmos a aceitação do meio. O problema é que acabamos acreditando que somos nossa auto-imagem. Buscamos corresponder a essa imagem idealizada o tempo todo. Para podermos fazer escolhas conscientes, precisamos nos colocar num lugar de auto observadores para reconhecer e nomear nossa auto imagem.

  1. Escolha nas idealizações genéricas e arquetípicas, qual a sua auto-imagem idealizada. O santo(a) (Mártir, renunciante, profeta)( o bom espírita, o bondoso, o caridoso, o abnegado) , o(a) guerreiro(a) (Justiceiro(a), herói, bem sucedido/vencedor) (O correto, o disciplinador, o zelador dos princípios) ou o anjo (iluminado(a), guru, sábio(a))(o evoluído, o orador, o imperturbável)
  2. Após a definição compare com sua máscara principal e secundária e veja se corresponde. É comum que nossa auto-imagem tenha correspondência com nossa máscara principal e secundária.
  3. Perceba se consegue ser mais especifico, se consegue caracterizar melhor sua auto-imagem. Ex. Guerreiro, justiceiro, disciplinador ou santo, mártir, caridoso ou anjo, sábio, evoluído.
  4. Encontre o “prazer” e às aparentes “vantagens” que tem em ficar nesta auto-imagem.
  5. Identifique quais as crenças envolvidas com esta idealização.
  6. Identifique em sua vida as conseqüências do uso desta auto-imagem. Identifique a dor que ela gera, as perdas que tem. Identifique o que você exige de você e como fica quando não consegue.

Autoimagem idealizada



Ligado a defesa da amorosidade

Ligado a defesa do

poder

Ligado a defesa  da serenidade

Santo

Herói

Iluminado

Mártir

Guerreiro

Guru

Bom

Mago

Anjo

Renunciante

Justiceiro

Pacificador

O bom espírita

O correto

O evoluído

O bondoso/caridoso

O disciplinador

O orador/orientador

O abnegado

O zelador dos princípios

O imperturbável





Práticas – Tirano interior

13 06 2010

(Referente a 3ª palestra)

Pseudo consciência, Tirano interno ou Critico Interior

Todos nós temos em nosso íntimo o que Freud chamou de superego (Clique na palavra para ver conceito)

Pare uns intantes e usando as referências abaixo, defina o seu próprio tirano interior, são três os aspectos básicos:

Tirania interior

  • Auto-recriminação, Autoperseguição, Autocrítica, Autocensura, Autoflagelação, Autodestruição, Crueldade consigo mesmo, Autopunição, Opressão, Remoer os erros, Boicotes, Culpa

Rigidez

  • Inflexibilidade, Dureza, Severidade, Rigor, Absolutismo, Radicalismo, Fundamentalismo, Fanatismo

Automatismo

  • Automatismo, Alienação, Atuar como fantoche, Ficar prisioneiro de si mesmo

Como esse tirano se parece? De um nome para ele, ele não é um espirito ou uma vida anterior, é apenas uma parte sua. Procure se acostumar com ele e se dar conta que ele te acompanha há muito tempo, provavelmete parte dele venha inclusive de outras vidas, de experiências pretéritas e conclusões distorcidas a seu respeito.

Lembre-se sempre somos filhos da Luz, filhos de Deus e somos por ele amados incondicionalmente, mesmo com todas as nossas falhas e imperfeições, pois “Deus” é puro amor, e o amor é uma energia unificadora, portanto aceita todas nossas partes.

Uma das melhores formas de abrandarmos esse nosso aspecto, está na aceitação do que somos aqui e agora. A autoaceitação é condição básica para estarmos bem conosco mesmo.

Use sempre o recurso da prece e peça a espiritualidade que interceda aliviando sua autoexigência.





Processo de mudança

13 06 2010

Para o processo de transformação interior é necessário estar atento a alguns pontos:

  • O processo de transformação interior não é instantâneo,  é progressivo, seqüencial e muitas vezes demorado. (13)
  • Reforma íntima é a habilidade de lidar com as características da personalidade melhorando os traços que compõem suas formas de manifestação, é transpor os interesses pessoais e o personalismo e tem como meta esvaziar-se de si. (13)
  • A vontade é uma grande auxiliar, mas não é o suficiente para mudar muitas de nossas imperfeições.
  • Todo processo de transformação necessita de ser precedido de um trabalho extensivo de autoconhecimento. Não transformamos o que não conhecemos.
  • Não se transforma quem não se aceita primeiro como é.
  • A pressa atrapalha mais que ajuda nessa caminhada.
  • Reforma íntima é para pessoas fortes e que tem coragem para se enfrentar.
  • É necessário ter saúde ou pelo menos cuidar bem do corpo e da mente para se transformar.
  • A perseverança, insistência, determinação e alguma disciplina são necessárias.
  • Ninguém consegue fazer esse trabalho sozinho, precisamos sempre do incurso e assistência dos nossos espíritos protetores, dos espíritos de luz e sobretudo da intercessão do Cristo em nossas práticas.
  • A doutrina espírita é um tratado de crescimento integral, precisamos nos valer dos seus ensinamentos.
  • Um termômetro seguro de transformação – “Quem se renova alcança a maior conquista das pessoas livres e felizes: o prazer de viver”. Ermance Dufaux (13)
  • O processo de crescimento gera alguma dor. As dores do crescimento, no entanto, são diferentes das dores do martírio. (13)
  • Sofrimento não é sinônimo de crescimento , resgate ou quitação de divida, a autopunição não é instrumento de libertação. Somente a dor que educa liberta, não é a intensidade da dor que educa e sim o esforço de aprender amenizá-las. (13)
  • Reforma íntima é a melhoria de nós mesmos e não anulação de uma parte de nós considerada ruim. É uma proposta de aperfeiçoamento gradativo cujo objetivo maior é a nossa felicidade. (13)
  • Nossa realidade espiritual é de luz. O que evolui e se transforma, são nossas distorções dessa luz.
  • Deus não está distante, mas dentro de nós. Somos expressões “Dele”. Somos filhos de Deus, filhos da Luz
  • Sintonizamos e acessaremos melhor a nossa luz à medida que transformamos nossas distorções e nos desapegamos das ilusões.
  • Nosso valor já existe no simples fato de sermos criaturas da Divindade, não é dado somente pelo merecimento. Somos humanos, imperfeitos, falhos, mas mesmo assim amados por Deus.
  • O estudo edificante, a oração e a caridade são as forças transformadoras e necessárias para a mudança, mas o material a ser transformado são as nossas distorções.

*Ver fontes referentes às citações em “Indicação de livros” .





Práticas – Perfeccionismo

13 06 2010

(Referente a 5ª palestra)

Nossa autoexigência e  perfeccionismo, distorce os conceitos espíritas. Qual desses conceitos você percebe que distorce?

Distorção de conceitos

  • Orai e Vigiai a partir da luz interna ≠ Orai e Vigiai a partir do Tirano interior
  • Caridade ≠ Paternalismo e Salvadorismo
  • Reta conduta ≠ Rigidez
  • “Instrui-vos”  ≠ Racionalização (mecanismo de defesa do ego)
  • Reforma Íntima ≠ Contenção e repressão (mecanismo de defesa do ego)
  • Renuncia ≠ Desistência e abandono de si mesmo
  • Sublimação espiritual ≠ Negação (mecanismo de defesa do ego)
  • Auto-responsabilidade ≠ Culpabilização
  • Ser bom ≠ Ser “bonzinho” e submissão
  • Entrega  ≠  Negligência e dependência
  • Firmeza ≠ Dureza e insensibilidade
  • Serenidade ≠ Alienação
  • Conhecimento ≠ Arrogância mental
  • Perseverança ≠ Teimosia

Uma vez definindo a distorção pergunte-se? Como aprendi a ser assim, de onde provém essa distorção?

Encontrar uma distorção pessoal não significa estar errado, significa estar equivocado. Aprendemos muitas de nossas crenças distorcidas, não só nessa vida, mas em muitas outras. E são frutos de conclusões generalizadas e imaturas a partir de experiências ruins e dolorosas.

Não ajuda nos criticarmos por nossos equívocos, precisamos sim corrigi-los e isso às vezes leva muito tempo. Não se trata apenas de uma compreensão equivocada e sim de uma crença, e  estão atreladas as nossas experiências e emoções associadas.