A PSICOTERAPIA DA VIDA

16 07 2010

Muitos, ou melhor, a maioria dos indivíduos desta sociedade universal nunca tiveram nem terão oportunidade de fazer uma psicoterapia do ego ou da alma. E os que podem recorrer a ela não o fazem por vários motivos – desconhecimento de seus beneficios,  desinteresse, preconceito, medo,  falta de acesso ou custo elevado.

A necessidade de crescimento, porém é de todos sem exceção, todos almejam felicidade, amor, e paz. A vida se utiliza então de mecanismo e de uma metodologia de transformação eficaz para todos os casos.

O propósito e o objetivo da vida são alcançar felicidade, alegria, bem estar e plenitude para todos. A vida, que existe em nós e fora de nós, não quer sofrimento e dor para seus filhos; somos nós que geramos tais situações.

A vida em nós é o que chamamos de self, eu verdadeiro, luz interna , Deus interno, centelha de luz. É uma realidade sábia dentro de nós, que não se importa com valores periféricos, normas e regras sociais, apegos e ilusões. Deseja a  plenitude do ser. Além disso, gera o desejo de aperfeiçoamento, a insatisfação constante como forma de mover o ser do comodismo em que se sente estável e seguro.

Em função da nossa necessidade de aprendizado e progresso, atraímos situações inúmeras, a maioria delas de dificuldade. São experiências dolorosas em função, da nossa ignorância de superfície, dos nossos apegos, ilusões, vícios,  separatividade (afastamento do outro, de nós mesmos e de Deus). Mas apesar de dolorosas, elas nos ensinam, aperfeiçoam e ajudam a desenvolvem nossas aptidões.

Com a evolução do ser, o que era quase insuportável, se transforma em  um aprendizado ameno. Nossas dores são de intensidade proporcional ao nosso nível de consciência. Quando inconscientes de nós mesmos, a dor real gerada pelas circunstâncias é somada a uma dor falsa, imaginária, criada a partir de crenças errôneas em relação a nós mesmos e a vida. Essa dor é, na maioria das vezes, muito maior que a dor real. Com a evolução e o auto-aperfeiçoamento do ser, seu nível de consciência se amplia, o que leva a perda progressiva desta dor “falsa”.

A maioria destas crenças são de forte conteúdo emocional. Conclusões errôneas e distorcidas a maioria delas geradas na infância e na fase adulta por imaturidade da alma, são reforçados ao longo da vida por experiências diversas, que atraímos com nossas distorções dentro de um ciclo vicioso autoperpetuador.

Ocorre que, apesar de atrairmos o que perpetua a crença errônea, e complica a dor, a mesma situação a superficializa, isto é, leva-a para o nível consciente. Então, cansado de sofrer, o ser opta por uma nova conclusão, desta vez,  porem, saudável. Isso significa que houve um aprendizado e, esta área especifica, se fez luz, passando a gerar felicidade e harmonia.

Todas as nossas partes escuras geram dor. A vida trabalha cada uma delas até libertá-la, e fazer luz naquele ponto. A ignorância gera dor, a separatividade também. A escolha da separatividade e ignorância é nossa, resistimos a luz que há em nós.

A ignorância que aqui falamos aqui não se refere à falta de cultura ou desenvolvimento intelectual, mas da opção de uma visão estreita e apegada do mundo, que é  pessoal. Dá mesma forma que a vida trabalha nossas partes escuras até a sua libertação, ela também nos dá continuadamente todo tipo de chance, de estimulo de luz e expansão.  Vários são os sinais, muitas são as portas que constantemente se abrem para nos levar ao aprendizado e crescimento pessoal.

Às vezes, nós fazemos valer as circunstâncias geradas pela vida, aproveitando a oportunidade e seguindo rumo a expansão. Em alguns aspectos, porem, resistimos a qualquer custo, apesar de todas as oportunidades e sinais. Permanecemos surdos e cegos para essas verdades e optamos pela resistência e o fechamento em nós mesmo. A  vida se vale de outros mecanismos com o objetivo único de fazer-se luz, plenitude e harmonia.

Já sabemos que a vida se utiliza de meios para fazer crescer e transformar o ser. Alguns destes métodos são pessoais, outros universais, como a necessidade de um conhecimento sistematizado (ciência ); o desejo de progresso, a insatisfação, desejo do aperfeiçoamento; a necessidade do trabalho com método de gerar subsistência, segurança; a necessidade de nutrição afetiva, relacionar-se, de amor. Os  pessoais, visto segundo as necessidade individuais, são as oportunidades e as dores especificas.

Somos movidos por todas estas forças internas e externas cujo  único objetivo fazer melhor o ser, livrá-lo da ignorância, da separatividade, das negatividades e de suas  conseqüências autogeradas de dor e sofrimento.  A dor é o último recurso, gerado por nós mesmos, para nossa própria salvação. Como se vê, muitas são as formas de aprendizado. A dor  é apenas mais uma delas,  talvez a mais primitiva  e, por isto mesmo, o recurso último, embora infalível.

A vida dentro do ser deseja, como já dissemos, expandir, plenificar, transformar em luz, amor e paz toda sombra, egoísmo e tormento. Vivemos um grande psicodrama. O drama da vida e da existência é a nossa cura, temos insights constantes. Vivemos muitas situações e diversos papéis,  situações que nos permite a cura e a libertação de nós mesmos, constituindo também uma escola de aprendizado vivencial.

A vida é uma escola e psicoterapia que atende a todos sem distinção de cor, nacionalidades, raça, credo religioso, ou condição socioeconômica. É acessível, gratuita, amplamente eficaz e conduzida pela sabedoria e amor de Deus.

Conscientizar-se do movimento educador e curativo da vida torna este método universal muito mais efetivo, rápido, e leve, principalmente quando se adere  a ele observando e lendo seus movimentos e tornando-se agente ativo e não agente passivo dos acontecimentos.

O que a vida está nos dizendo agora? O que ela quer nos ensinar?  O que ela pretende em nós curar ou transformar?  São perguntas que temos que nos fazer constantemente.

Fonte: Livro Guia de Saúde Integral – Flávio Vervloet





Práticas – Autoimagem

11 07 2010

(Referente a 7ª palestra)

Lembre-se que a nossa auto-imagem foi construída como pseudo solução para garantirmos a aceitação do meio. O problema é que acabamos acreditando que somos nossa auto-imagem. Buscamos corresponder a essa imagem idealizada o tempo todo. Para podermos fazer escolhas conscientes, precisamos nos colocar num lugar de auto observadores para reconhecer e nomear nossa auto imagem.

  1. Escolha nas idealizações genéricas e arquetípicas, qual a sua auto-imagem idealizada. O santo(a) (Mártir, renunciante, profeta)( o bom espírita, o bondoso, o caridoso, o abnegado) , o(a) guerreiro(a) (Justiceiro(a), herói, bem sucedido/vencedor) (O correto, o disciplinador, o zelador dos princípios) ou o anjo (iluminado(a), guru, sábio(a))(o evoluído, o orador, o imperturbável)
  2. Após a definição compare com sua máscara principal e secundária e veja se corresponde. É comum que nossa auto-imagem tenha correspondência com nossa máscara principal e secundária.
  3. Perceba se consegue ser mais especifico, se consegue caracterizar melhor sua auto-imagem. Ex. Guerreiro, justiceiro, disciplinador ou santo, mártir, caridoso ou anjo, sábio, evoluído.
  4. Encontre o “prazer” e às aparentes “vantagens” que tem em ficar nesta auto-imagem.
  5. Identifique quais as crenças envolvidas com esta idealização.
  6. Identifique em sua vida as conseqüências do uso desta auto-imagem. Identifique a dor que ela gera, as perdas que tem. Identifique o que você exige de você e como fica quando não consegue.

Autoimagem idealizada



Ligado a defesa da amorosidade

Ligado a defesa do

poder

Ligado a defesa  da serenidade

Santo

Herói

Iluminado

Mártir

Guerreiro

Guru

Bom

Mago

Anjo

Renunciante

Justiceiro

Pacificador

O bom espírita

O correto

O evoluído

O bondoso/caridoso

O disciplinador

O orador/orientador

O abnegado

O zelador dos princípios

O imperturbável





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1 07 2010