Psicologia Espiritual de Joanna de Ângelis

20 06 2010

Da Psicologia Transpessoal à Psicologia Espiritual de Joanna de Ângelis

Suely Caldas Schubert

“(Os Espíritos) tornam inteligíveis e patentes verdades que haviam sido ensinadas sob a forma alegórica. E, justamente com a moral, trazem-nos a definição dos mais abstratos problemas da psicologia.” Allan Kardec. (“O Livro dos Espíritos”, Conclusão VIII.)

O momento atual é, essencialmente, o das questões psicológicas, a tal ponto que os estudiosos e pesquisadores desse atraente campo estão voltados para um esforço conjunto de se fazer um mapeamento do psiquismo humano, do cérebro e seus meandros e a sua fantástica potencialidade. Estuda-se a mente desde as suas reações a partir do feto até os doentes terminais em idade avançada ou não, e também nas experiências de quase morte (EQM). Há um novo entendimento, uma nova visão e uma constante busca desde que tais especialistas concluíram que existe algo mais além do cérebro.

Foi assim que no final da década de 60 surgiu a Psicologia Transpessoal, como resultado dessas pesquisas, abrindo-se, então, perspectivas ilimitadas e cada vez mais surpreendentes para os que se dedicam a tais estudos.

Exatamente porque começam a perceber e desvendar os domínios do Espírito imortal.

Esse grupo de pesquisadores, liderados por Abraham Maslow, Stanislav Grof, Roberto Assagioli, Roger Walsh e, mais recentemente, Fritjof Capra, Ken Wilber e outros, investiga as possibilidades de manifestação e expansão da mente, admitindo e incorporando aos seus estudos desde as práticas mais primitivas até as mais sofisticadas que englobam fatos mediúnicos e anímicos, e até mesmo casos de possessões espirituais, assinalados na história dos povos, tanto no Oriente quanto no Ocidente.

Por diferentes caminhos, através da regressão de memória que a hipnose terapêutica enseja, outros resultados são alcançados – como a comprovação da reencarnação, por exemplo, fato que por si só revoluciona todas as teorias e paradigmas vigentes. O campo dessas pesquisas é ilimitado.

Parafraseando o Codificador, diremos: “Ergue-se o véu” e começa-se a desvendar os arcanos do Espírito.

A mente do homem encarnado descobre que a mente do Espírito desencarnado subsiste e prossegue além de todas as coisas. Estas evidências, deixadas ao longo dos milênios no rastro luminoso dos fatos mediúnicos, estão sendo, finalmente, percebidas e admitidas pela ciência moderna.

São extraordinários os caminhos humanos e os recursos dos Espíritos Superiores para ensejarem aos cientistas atuais essas conquistas que levarão a Humanidade a uma nova era: a Era do Espírito.

Notável também observamos que Allan Kardec, percebendo a importância das questões psicológicas, e que os Espíritos Superiores estavam trazendo “a definição dos mais abstratos problemas da psicologia”, colocou como subtítulo da Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos.

Estas considerações levam-nos a um pensamento de Calderaro, extraído da obra de André Luiz “No Mundo Maior”: “O homem, para auxiliar o presente, é obrigado a viver no futuro da raça”.

Esta foi sempre a realidade dos grandes vultos da Humanidade.

A Doutrina Espírita, tendo sido elaborada e transmitida pelos Espíritos da Falange do Espírito de Verdade, é, sob este aspecto, uma Revelação, mas simultaneamente apresenta em seus fundamentos a contribuição do homem, na pessoa de Allan Kardec, o nobre Codificador. Assim, é um repositório de verdades eternas, e por isso mesmo, intemporais. O Mestre lionês, correspondendo à altura, pontifica como expressivo exemplo dos que vivem adiante do seu tempo.

Tal é a razão de os ensinamentos da Doutrina dos Espíritos chegarem até nós como se tivessem sido transmitidos no momento atual.

A Espiritualidade Superior, atenta e pressente, não cessa de renovar as lições imortais, acompanhando o progresso humano e mais do que isto: motivando-o através da intuição, trazendo contribuições atualizadas e, em especial, visando os tempos futuros, preparando o homem para uma nova era.

Nesta linha de raciocínio é imprescindível ressaltar a notável contribuição da Mentora Espiritual Joanna de Ângelis, que através da psicografia de Divaldo Pereira Franco tem sinalizado para a Humanidade os rumos seguros para alcançar a paz e a felicidade.

Há dez anos ele inovou, apresentando uma proposta diferente: os temas psicológicos. Quando em suas reencarnações de que temos conhecimento, Joanna sempre esteve adiante do seu tempo, e, atualmente, na Espiritualidade Superior, ela propõe ao ser humano, aturdido e sofredor, uma viagem em busca de si mesmo contando com a segura e fiel participação de seu médium, Divaldo Franco, através do qual ela transmite à Terra o seu pensamento de invulgar brilhantismo e elevação.

Com sua percuciente visão espiritual, Joanna de Ângelis envereda pelos labirintos da mente humana, estudando suas reações e potencialidades e confrontando as conquistas mais recentes da Psicologia Transpessoal com a diretriz espírita, a qual, apresentando o ser humano como Espírito imortal, que antecede ao berço e prossegue além do túmulo, transcende o que até agora foi alcançado pelos pesquisadores terrenos.

Conforme ela própria esclarece “tentamos colocar pontes entre os mecanismos das psicologias humanista e transpessoal com a Doutrina Espírita, que as ilumina e completa, assim cooperando de alguma forma com aqueles que se empenham na busca interior, no autodescobrimento”.¹

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A Espiritualidade Superior, atenta e presente, não cessa de renovar as lições imortais, acompanhando o progresso humano”

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“Plenitude”, “Momentos de Consciência”, “O Homem Integral”, “Autodescobrimento”, “O Ser Consciente”, e o mais recente “Vida: Desafios e Soluções”, são as obras que, especificamente, apresentam a visão psicológica da Mentora de Divaldo, sempre embasada na Doutrina e nos ensinamentos de Jesus, a quem ela denomina de Terapeuta Superior.

Temos como sofrimento, rotina, ansiedade, medo, solidão, neuroses, fobias, mitos, problemas sexuais, arquétipos, vícios mentais, o inconsciente, o despertar da consciência, a conquista de si mesmo e muitos outros, e a conseqüente abordagem dos eminentes pesquisadores do passado e da atualidade, desfilam nas páginas desses livros e evidenciam, de imediato, ao leitor, no confronto com a diretriz espírita e com a própria contribuição pessoal que ela apresenta, a superioridade destes conceitos, respostas, explicações e caminhos.

Como de hábito, realçando o Espiritismo, ela afirma: “O Espiritismo, por sua vez, sintetizando diversas correntes de pensamento psicológico e estudando o homem na sua condição de Espírito eterno, apresenta a proposta de um comportamento filosófico idealista, imortalista, auxiliando-o na equação dos seus problemas, sem violência e com base na reencarnação, apontando-lhe os rumos felizes que deve seguir”.²

Em verdade, o Espiritismo é o grande desconhecido.

Temos que admitir que somente um ínfima minoria teve, até agora, conhecimento de sua existência, daí a importância dessas obras específicas de Joanna, escritas de tal forma que o leitor não espírita tem condições de apreender essa transcendência, seja pela argumentação lógica seja pela visão reencarnacionista e espiritual que a tudo modifica e suplanta.

Esta notável contribuição de Joanna de Ângelis, para um amplo entendimento dos problemas psicológicos, denota, uma vez mais, a sua preocupação em ajudar o ser humano a despertar do sono hibernal dos milênios, propelindo-o para cogitações superiores, motivando-o a buscar a felicidade através da conquista de si mesmo. Tudo isto mais não é que a proposta de Santo Agostinho, conforme a questão 919 de “O Livro dos Espíritos”, quando concita o homem ao autoconhecimento, que a autora espiritual apresenta num discurso atualizado e ao gosto de nossa época.

Isto é VIVER NO FUTURO DA RAÇA.

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1. FRANCO, Divaldo P. Autodescobrimento, pelo Espírito Joanna de Ângelis, 2ª ed.

LEAL, 1996, Salvador (BA) p.13.

2. FRANCO, Divaldo P. O Homem Integral, pelo Espírito Joanna de Ângelis; 2ª ed. LEAL,

1996, Salvador (BA) p.9.

Fonte: Revista Reformador – julho/1998

http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/espiritismo/artigo2031.html

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Ciclo de Palestra sobre Autodescobrimento

13 06 2010

Ciclo de Palestras sobre Autodescobrimento

Comunhão Espírita de Brasília – segundo sábado do mês às 19:00h

Transmitida pela TVCEI ao vivo

Palestrante: Flávio Vervloet – Médico

1ª palestra – Reforma Íntima Sem Martírio

2ª palestra – A Ilusão Humana e a nossa verdadeira natureza

3ª palestra – Estrutura da personalidade e o Tirano interior

4ª palestra – Reforma Íntima – Ética de Transfomação

5ª palestra – Escapes e distorções do perfeccionismo

6ª palestra – Persona – Máscaras

7ª palestra – Autoimagem

8ª palestra – Ego

9ª palestra – A Criança Interior

10ª palestra – A Criança Interior II

11ª palestra – A Sombra Interior





Práticas – Tirano interior

13 06 2010

(Referente a 3ª palestra)

Pseudo consciência, Tirano interno ou Critico Interior

Todos nós temos em nosso íntimo o que Freud chamou de superego (Clique na palavra para ver conceito)

Pare uns intantes e usando as referências abaixo, defina o seu próprio tirano interior, são três os aspectos básicos:

Tirania interior

  • Auto-recriminação, Autoperseguição, Autocrítica, Autocensura, Autoflagelação, Autodestruição, Crueldade consigo mesmo, Autopunição, Opressão, Remoer os erros, Boicotes, Culpa

Rigidez

  • Inflexibilidade, Dureza, Severidade, Rigor, Absolutismo, Radicalismo, Fundamentalismo, Fanatismo

Automatismo

  • Automatismo, Alienação, Atuar como fantoche, Ficar prisioneiro de si mesmo

Como esse tirano se parece? De um nome para ele, ele não é um espirito ou uma vida anterior, é apenas uma parte sua. Procure se acostumar com ele e se dar conta que ele te acompanha há muito tempo, provavelmete parte dele venha inclusive de outras vidas, de experiências pretéritas e conclusões distorcidas a seu respeito.

Lembre-se sempre somos filhos da Luz, filhos de Deus e somos por ele amados incondicionalmente, mesmo com todas as nossas falhas e imperfeições, pois “Deus” é puro amor, e o amor é uma energia unificadora, portanto aceita todas nossas partes.

Uma das melhores formas de abrandarmos esse nosso aspecto, está na aceitação do que somos aqui e agora. A autoaceitação é condição básica para estarmos bem conosco mesmo.

Use sempre o recurso da prece e peça a espiritualidade que interceda aliviando sua autoexigência.





Desfazendo-se de algumas ilusões

13 06 2010

Uma das maiores causa de nossas dores são algumas de nossas ilusões. Uma das piores é a de querermos o mundo, o outro e a si mesmo perfeitos.

Para diminuirmos nossas dores, sofrimentos é imperioso aceitar as próprias imperfeições, as dos outros e as do mundo. Essa é a nossa realidade, a realidade que nos cabe na nossa condição evolutiva e estado de alma.

É necessário aceitar a dor como parte natural de nossa vida, aprender com ela e superarmos a necessidade específica de aprendizado que ela nos sucita.

Uma ilusão muito comum é a de querer o melhor da vida sem pagar o preço do autoenfrentamento, crescimento e amadurecimento espiritual.





Processo de mudança

13 06 2010

Para o processo de transformação interior é necessário estar atento a alguns pontos:

  • O processo de transformação interior não é instantâneo,  é progressivo, seqüencial e muitas vezes demorado. (13)
  • Reforma íntima é a habilidade de lidar com as características da personalidade melhorando os traços que compõem suas formas de manifestação, é transpor os interesses pessoais e o personalismo e tem como meta esvaziar-se de si. (13)
  • A vontade é uma grande auxiliar, mas não é o suficiente para mudar muitas de nossas imperfeições.
  • Todo processo de transformação necessita de ser precedido de um trabalho extensivo de autoconhecimento. Não transformamos o que não conhecemos.
  • Não se transforma quem não se aceita primeiro como é.
  • A pressa atrapalha mais que ajuda nessa caminhada.
  • Reforma íntima é para pessoas fortes e que tem coragem para se enfrentar.
  • É necessário ter saúde ou pelo menos cuidar bem do corpo e da mente para se transformar.
  • A perseverança, insistência, determinação e alguma disciplina são necessárias.
  • Ninguém consegue fazer esse trabalho sozinho, precisamos sempre do incurso e assistência dos nossos espíritos protetores, dos espíritos de luz e sobretudo da intercessão do Cristo em nossas práticas.
  • A doutrina espírita é um tratado de crescimento integral, precisamos nos valer dos seus ensinamentos.
  • Um termômetro seguro de transformação – “Quem se renova alcança a maior conquista das pessoas livres e felizes: o prazer de viver”. Ermance Dufaux (13)
  • O processo de crescimento gera alguma dor. As dores do crescimento, no entanto, são diferentes das dores do martírio. (13)
  • Sofrimento não é sinônimo de crescimento , resgate ou quitação de divida, a autopunição não é instrumento de libertação. Somente a dor que educa liberta, não é a intensidade da dor que educa e sim o esforço de aprender amenizá-las. (13)
  • Reforma íntima é a melhoria de nós mesmos e não anulação de uma parte de nós considerada ruim. É uma proposta de aperfeiçoamento gradativo cujo objetivo maior é a nossa felicidade. (13)
  • Nossa realidade espiritual é de luz. O que evolui e se transforma, são nossas distorções dessa luz.
  • Deus não está distante, mas dentro de nós. Somos expressões “Dele”. Somos filhos de Deus, filhos da Luz
  • Sintonizamos e acessaremos melhor a nossa luz à medida que transformamos nossas distorções e nos desapegamos das ilusões.
  • Nosso valor já existe no simples fato de sermos criaturas da Divindade, não é dado somente pelo merecimento. Somos humanos, imperfeitos, falhos, mas mesmo assim amados por Deus.
  • O estudo edificante, a oração e a caridade são as forças transformadoras e necessárias para a mudança, mas o material a ser transformado são as nossas distorções.

*Ver fontes referentes às citações em “Indicação de livros” .





Práticas – Perfeccionismo

13 06 2010

(Referente a 5ª palestra)

Nossa autoexigência e  perfeccionismo, distorce os conceitos espíritas. Qual desses conceitos você percebe que distorce?

Distorção de conceitos

  • Orai e Vigiai a partir da luz interna ≠ Orai e Vigiai a partir do Tirano interior
  • Caridade ≠ Paternalismo e Salvadorismo
  • Reta conduta ≠ Rigidez
  • “Instrui-vos”  ≠ Racionalização (mecanismo de defesa do ego)
  • Reforma Íntima ≠ Contenção e repressão (mecanismo de defesa do ego)
  • Renuncia ≠ Desistência e abandono de si mesmo
  • Sublimação espiritual ≠ Negação (mecanismo de defesa do ego)
  • Auto-responsabilidade ≠ Culpabilização
  • Ser bom ≠ Ser “bonzinho” e submissão
  • Entrega  ≠  Negligência e dependência
  • Firmeza ≠ Dureza e insensibilidade
  • Serenidade ≠ Alienação
  • Conhecimento ≠ Arrogância mental
  • Perseverança ≠ Teimosia

Uma vez definindo a distorção pergunte-se? Como aprendi a ser assim, de onde provém essa distorção?

Encontrar uma distorção pessoal não significa estar errado, significa estar equivocado. Aprendemos muitas de nossas crenças distorcidas, não só nessa vida, mas em muitas outras. E são frutos de conclusões generalizadas e imaturas a partir de experiências ruins e dolorosas.

Não ajuda nos criticarmos por nossos equívocos, precisamos sim corrigi-los e isso às vezes leva muito tempo. Não se trata apenas de uma compreensão equivocada e sim de uma crença, e  estão atreladas as nossas experiências e emoções associadas.





Autoaceitação

12 06 2010

Não é possível reformar-se sem a aceitação completa de quem somos,  com todas as nossas qualidades e imperfeições.

O ponto básico para a transformação interior é aceitar a própria humanidade. Ser “humano”,  é ser inteiro,  integrar internamente todos os aspectos rejeitados por nós.

Aceitar as imperfeições não é se tornar conivente ou leniente, é antes de tudo reconhecê-las,  aceitá-las como  partes nossas e só assim, transformá-las.

Aceitar que temos imperfeições nos leva muitas vezes a culpa, auto-recriminação e autopunição. Levando em consideração que as imperfeições ainda fazem parte da realidade humana, não há porque culpar-nos como se fossemos os únicos que as tivéssemos.

Potencialmente temos em nós germens de todas as imperfeições e todas as qualidades.

Aceitar-se humano é aceitar não ser especial ou diferente do restante da humanidade.

No fundo, não aceitar a própria humanidade é querer estar acima do comum, é se achar em algum nível melhor ou mais evoluido espiritualmente.

Aceitar nossas imperfeições não é motivo de tristeza, mas de alívio, só dessa forma, podemos abrir mão da exigência de uma perfeição ainda inalcançável.

Só dessa forma, podemos alcançar a verdadeira alegria, que é ser quem realmente podemos ser nesse exato momento, estando aberto para melhorar sempre para expressarmos nossa luz interior.